Empresas de segurança

empresas de vigilancia



















Algumas empresas estão pouco bem vistas, e não se trata de fazermos difamação, tratam-se de factos comprovados, tratam-se dos comportamentos de tais empresas.

Algumas delas fazem concorrência desleal e ganham concursos porque apresentam preços mais baixos (ás vezes 4000 euros mensais a menos, que outras empresas), depois que ganham os postos de trabalho começam a roubar aos vigilantes (horas que não são pagas, cobram 170 euros pelo fardamento, fazem o vigilante trabalhar horas extraordinárias sem serem remunerados por elas etc), dumping social.

Existem cerca de 100 empresas de vigilância em Portugal (é uma estimativa) muitas delas são empresas pequenas e algumas nem sequer possuem Alvará para todas as funções.
Alguns alvarás custam mais de 30.000 euros a obter.

Estima-se que existam cerca de 80.000 vigilantes em Portugal.
As empresas estão a Unir forças, existem pelo menos duas associações bem conhecidas:

AES (Associação de Empresas de Segurança) 

e:

AESIRF ( Associação Nacional das Empresas de Segurança)


Dumping social é uma prática de certas empresas que procuram um aumentos dos lucros deslocando-se de um local para outro onde os salários são mais baixos e/ou os direitos dos trabalhadores mais precários. Desta forma, as empresas conseguem colocar os seus produtos no mercado internacional com preços muito mais baixos, o que significa uma concorrência desleal relativamente às outras empresas mais honestas que concorrem (aquelas que pagam a tempo e horas e respeitam a maioria dos direitos do vigilante).

Charon, Ronsegur, Comansegur, são algumas delas, e não são mencionadas apenas em fóruns e blogs nas queixas de vigilantes, são mencionadas pelos sindicatos e pela imprensa.



Ronsegur:



O STAD tentou reunir-se com a Ronsegur mas a mesma recusou.

O STAD comunicou os trabalhadores que a RONSEGUR poderia não estar a cumprir com o CCT/STAD em várias matérias laborais. (concretamente, Horários de Trabalho;


Pagamento do Feriado; Férias; Trabalho Extraordinário; Período Nocturno; Subsídio de Alimentação; Fardamento).

Essa empresa teve casos conhecidos de dumping social em alguns concursos, cobrar mais de 160 euros pelo fardamento, não pagar a totalidade das horas de serviço aos vigilantes. A Ronsegur como vingança colocou uma acção em tribunal contra o STAD.

Contudo, o Tribunal julgou improcedente a acção da Ronsegur contra o STAD.

Continuaram a recusar reunir com o STAD, pelo que o STAD requereu ao Ministério do Trabalho no Porto, que fosse promovida uma reunião nesse organismo entre a Ronsegur e o STAD.

Neste sentido, foram realizadas 3 reuniões, a primeira em Setembro, que a RONSEGUR não compareceu, a segunda também em Setembro, que não teve conclusões, e a terceira em Outubro.
Na segunda reunião o STAD, já com a comparência da RONSEGUR, desenvolveu, de uma forma descritiva, todas as matérias laborais que (eventualmente) não estivessem a ser cumpridas pela empresa de acordo com o CCT/STAD.


O representante da RONSEGUR comprometeu-se a apresentar à empresa as situações colocadas pelo STAD uma vez que não estava em condições de poder responder e, na reunião seguinte, a terceira, então apresentaria a posição final da empresa.

Nestas reuniões, o STAD apresentou as seguintes matérias legais e as suas posições sindicais:


1.      Horários de trabalho conforme o CCT/STAD – 

O período normal de trabalho é de 40 horas em média, por semana, sem prejuízo de horários de menor duração, não podendo, em qualquer caso, haver prestação de trabalho para além de seis dias consecutivos.
2.      O período normal de trabalho diário é de oito horas.

1. 1 No regime de adaptabilidade – Este regime tem que estar identificado no mapa de horário de trabalho, bem como o período de referência para que se possa verificar se a média semanal de 40 horas e a média mensal de 173.33 se perfaz no período máximo de 6 (seis) meses.

A informação que o STAD tem sobre esta matéria, é que, em média mensal, os trabalhadores da RONSEGUR poderão estar a prestar 192 horas de trabalho.

Se esta situação se confirmar, os trabalhadores têm que receber a diferença para as 173.33 horas como trabalho extraordinário – ou seja, cerca de 18,30h, em média, de trabalho extraordinário mensalmente.

1.2 Escala anual– 

O STAD recorda que é obrigatório legalmente a existência de um mapa de horário de trabalho anual, que é a única forma legal e aquela em que o trabalhador pode programar e conciliar a sua vida profissional com a vida pessoal e familiar.
A informação que o STAD teve acesso é que esta situação poderá não estar a cumprir-se em vários locais de trabalho.

Horário concentrado – 

O CCT/ STAD não prevê o regime de Horário Concentrado. Como tal, este regime não pode ser aplicado aos trabalhadores sindicalizados no STAD, salvo se existir acordo individual. 
A informação que o STAD tem é que a empresa poderá estar a aplicar horários de 12 horas neste regime sem o consentimento dos trabalhadores.


2 Pagamento de feriados –

 CCT/STAD – O STAD afirma que, para além da retribuição normal do mês, se o trabalhador trabalhar em dia feriado tem direito ao pagamento desse dia, a que acresce o direito a que lhe seja dado um dia de compensação, podendo este dia de compensação ser substituído pelo pagamento de mais um dia de retribuição, cabendo ao patrão a escolha da atribuição do dia de compensação, ou da sua substituição pelo pagamento de mais um dia. 

A informação que o STAD tem é que a RONSEGUR poderá não estar a cumprir com o CCT/STAD.



3. Marcação de Férias – 

CCT/STAD – Conforme estipula o CCT/ STAD, o período de férias é marcado por acordo entre o trabalhador e a empresa e, não havendo acordo, a empresa pode marcar um mês seguido de férias, entre 1 de Maio e 31 de Outubro. A informação que o STAD tem é que a RONSEGUR poderá não estar a cumprir com o CCT/STAD.



3.1 Subsídio de férias – 

O subsídio de férias deve ser pago antes do início das férias. A informação que o STAD tem é que a RONSEGUR poderá não estar a cumprir com a legislação em vigor.

Período nocturno / CCT/STAD – Para os trabalhadores admitidos antes de Abril de 2004, é considerado período nocturno o que vai das 20H00 de um dia e as 07H00 do dia seguinte. Para os trabalhadores admitidos após Abril de 2004, é considerado período nocturno o que vai das 21H00 de um dia e as 06H00 do dia seguinte. 
O acréscimo médio mensal resultante do pagamento de trabalho nocturno é incluído na retribuição de férias, bem como no pagamento de subsídio de férias e subsídio de Natal. 
A informação que o STAD tem é que a RONSEGUR poderá não estar a cumprir com o CCT/STAD.


Subsídio de alimentação - 

CCT/STAD – Os trabalhadores sindicalizados no STAD têm direito a um subsídio de alimentação por cada dia de trabalho prestado. A informação que o STAD tem é que a RONSEGUR poderá não estar a cumprir com o CCT/STAD.


Fardamento - 

CCT/STAD – De acordo com o CCT/STAD, o fardamento é fornecido pela entidade empregadora a título gratuito. A informação que o STAD tem é que a RONSEGUR poderá não estar a cumprir com o CCT/STAD. (E não está mesmo, cobram mais de 160 euros).


Na terceira reunião, o representante da Ronsegur acabou por não apresentar nenhumas respostas ou soluções ao STAD.







Charon:

A 11 de Novembro de 2015 o STAD reuniu-se no Porto com a “Charon” para abordar algumas denúncias a respeito da empresa não estar a cumprir o CCT (Contrato Colectivo de Trabalho).


Das matérias laborais tratadas nesta reunião retiraram-se as seguintes conclusões:

1. HORÁRIOS DE TRABALHO (Clausula 16ª do CCT/STAD) – nesta matéria existem 3 situações:

1.1 Horário Concentrado – Este regime de horário de trabalho não está consagrado no CCT/STAD. Como tal, se o  trabalhador(a) a quem se aplique o CCT/STAD não der o seu acordo por escrito, a empresa não pode aplicar este  regime, devendo sim, organizar o horário de trabalho de acordo com a cláusula 16ª do CCT/STAD.

A CHARON nesta reunião reafirmou ao STAD a posição assumida na reunião realizada no passado dia 28.04.15, isto é, que a empresa aplica o Horário Concentrado quando existe um acordo por escrito entre a empresa e o trabalhador.

Conclusão – Houve acordo nesta matéria, devido à posição da empresa.

1.2 Banco de Horas – Este regime de horário de trabalho também não está consagrado no CCT/STAD. Como tal, se o trabalhador(a) a quem se aplique o CCT/STAD não der o seu acordo por escrito, a empresa não pode aplicar este  regime, devendo sim, organizar o horário de trabalho de acordo com a cláusula 16ª do CCT/STAD.

A CHARON informou o STAD que este regime de horário de trabalho (Banco de Horas) não é praticado pela empresa e que o período normal de trabalho é de 40 horas em média por semana e 173,33 em média por mês, podendo existir acertos de médias de horas trabalhadas que ultrapassem os 6 meses, visto não existir um limite temporal para este calculo, o acerto da jornada é efectuado mensalmente.

Conclusão – não houve acordo uma vez que a fórmula de cálculo das médias das horas semanais e mensais utilizada pela empresa não está de acordo com a cláusula 16ª do CCT/SAD, sobre esta matéria.

 Período de trabalho Nocturno: (Cláusula 24ª do CCT/STAD) – Esta cláusula estipula que o acréscimo médio mensal resultante do pagamento nocturno é incluído na retribuição das férias bem no pagamento do subsídio de férias e no subsídio de Natal.

Sobre esta matéria e no seguimento do compromisso assumido pela CHARON na reunião realizada com o STAD no passado dia 28/04/15, a empresa nesta reunião reafirmou a sua posição, isto é, que está a cumprir com o estipulado na Cláusula 24ª do CCT/STAD.

Assim, nas situações que, eventualmente, possam ainda não estar regularizadas, os trabalhadores deverão informar a empresa para que esta proceda à sua regularização. Se esta não o fizer, os trabalhadores deverão imediatamente contactar com o STAD para se solucionar a situação.

Conclusão – Houve acordo nesta matéria, devido à posição da empresa.



Aplicação do CCT/STAD 

De acordo com a Lei (Código do Trabalho), desde que o trabalhador não seja filiado em nenhum sindicato e que se filie no STAD, a partir do momento em que essa sindicalização se registe formalmente, passa a ser abrangido, ou seja, tem direito aos direitos contratuais inscritos no CCT/STAD.

A CHARON tem uma posição oposta do STAD, isto é, os trabalhadores que pretendam aderir ao CCT/STAD já não podem exercer essa opção por, no entender da empresa, se encontrar já ultrapassado o prazo de 30 dias que dispunham para o fazer, após a publicação da portaria de extensão.

Esta posição da empresa é uma orientação dada pela AES (Associação de Empresas de Segurança).


Conclusão – não houve acordo porque as partes têm posições divergentes sobre esta matéria.



NOTA:

O que as empresas declaram oficialmente ao sindicato, ou ao ACT ou a qualquer organismo, não significa que seja a verdade.
Eles podem dizer que o vigilante trabalha 40 horas semanais mas isso pode ser mentira, existe uma escala oficial afixada na parede com as 8 horas diárias de serviço, porém muitos vigilantes estão a fazer 12 horas por dia mas isso não fica registado, e nos seus relatórios de serviço eles escrevem um horário diferente (por exemplo das 08h00 às 16h00), embora ele possa sair de serviço às 20h00.

Muitos vigilantes não se opõem a isso se a maioria dos colegas concordar em fazer doze horas, para obter mais  uma folga, ele sabe que isso poderia gerar conflitos e discussões entre os colegas, um indivíduo sozinho não pode remar contra a maré da maioria. 
Sempre que o chefe da empresa sabe que anda um inspector da ACT na região (é curioso eles saberem sempre, são avisados por quem?) eles telefonam imediatamente aos vigilantes de serviço e indicam-lhe que mostre aos inspectores a escala «Oficial» que está afixada, (aquela das 8 horas diárias).

É muito difícil para o vigilante, conseguir provar que fez horas extras, se nos  relatórios de serviço ele é compelido a anotar apenas oito horas de serviço.





FORMAÇÃO (Renovação do Cartão Profissional)







O STAD defende que no processo de renovação do cartão profissional, são da responsabilidade da empresa as seguintes matérias:

 Pagamento das custas do processo de formação;
 Pagamento das custas do cartão profissional;
 Pagamento do registo criminal;

A formação deverá ser dada no horário laboral, não havendo essa possibilidade, as horas necessárias para a formação fora do horário laboral, são da responsabilidade da empresa e devem ser pagas como trabalho extraordinário, excepto as duas primeiras horas, que são pagas como horas normais.

A CHARON sobre esta matéria tem a seguinte posição:

Possibilita aos seus trabalhadores a frequência dos cursos de formação que ministra, caso não compareçam, a empresa não assume a responsabilidade.

Custo da formação – é da responsabilidade da empresa;

A formação é dada sempre que possível dentro do horário de trabalho, não havendo essa possibilidade, os dias utilizados para a formação da renovação do cartão profissional, não são considerados como tempo de trabalho e não serão pagos;

É da responsabilidade do trabalhador tratar de toda a documentação para a renovação do cartão profissional, bem como, entregar essa mesma documentação no Departamento da Segurança Privada da PSP, no entanto, a empresa disponibiliza todo o apoio aos trabalhadores que necessitarem.

É da responsabilidade do trabalhador o pagamento de 20€ pela emissão do cartão.


Conclusão – não houve acordo perante a posição da empresa sobre esta matéria.



Nota:

Este é um problema de TODAS as empresas, não apenas da Charon.
Os vigilantes têm que pagar sempre os 20 euros do cartão, 5 euros do registo criminal, deslocações, despesas do seu próprio bolso.
Os dias que for a formações não são pagos, se o vigilante estiver de folga desperdiçou as folgas e não recebe nem um cêntimo pelos dias que estiver em formação, se estiver de serviço tem que ser ele a preocupar-se em fazer trocas com os colegas.
As empresas desculpam-se dizendo que as formações são obrigatórias por Lei e que eles dão a formação de forma gratuita (nesse aspecto é verdade), mas por outro lado o vigilante não tem culpa disso, ele tem que receber formações para exercer a sua actividade, deveria ter um tipo de compensação, nem que fosse ajudas de deslocações, alimentação, alojamento.

As empresas dizem que o vigilante paga 20 euros do cartão porque o cartão é pessoal, propriedade do vigilante, nesse ponto também é verdade.

Antigamente o vigilante ao sair de uma empresa poderia ficar com o cartão, "É pessoal e intransmissível", mas infelizmente (repito infelizmente) a Lei mudou e agora é OBRIGATÓRIO devolver o cartão à empresa de segurança e esta terá um prazo legal de 10 dias para o devolver à PSP..

Lei nº 34/2013 de 16 de Maio , LER AQUI.


Artigo 27.º

Cartão profissional

1 — Para o exercício das suas funções, as profissões reguladas de director de segurança e de segurança privado são titulares de cartão profissional, emitido pela Direcção Nacional da PSP, válido pelo prazo de cinco anos e susceptível de renovação por iguais períodos de tempo.


2 — O cartão profissional é emitido, nos termos do número anterior, a nacionais de outro Estado membro da União Europeia que possuam os requisitos enunciados no artigo 22.º ou que comprovem reunir tais requisitos, de acordo com os controlos e verificações efectuados no Estado de origem.


3 — A renovação do cartão profissional implica a frequência de um curso de actualização ou de um curso equivalente ministrado e reconhecido noutro Estado membro da União Europeia, bem como a verificação dos requisitos e incompatibilidades a que se refere o artigo 22.º


4 — O pessoal de vigilância procede à entrega do cartão profissional na respectiva entidade patronal, mediante recibo comprovativo, no prazo de 10 dias úteis após a cessação do vínculo laboral, ainda que se encontre pendente de decisão judicial.


5 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, a entidade patronal deve, no prazo de cinco dias úteis, comunicar à Direcção Nacional da PSP a cessação do vínculo laboral de qualquer trabalhador ao seu serviço.


6 — A não entrega do cartão profissional na respectiva entidade patronal, no prazo estabelecido no n.º 4, constitui fundamento para o cancelamento do mesmo.

7 — No prazo de cinco dias úteis após a recepção do cartão profissional, a entidade patronal faz a sua entrega na Direcção Nacional da PSP.

8 — O modelo de cartão profissional e os procedimentos para a sua emissão são definidos por portaria do membro do Governo responsável pela área da administração interna.


Resumindo: Se sair de uma empresa de vigilância rescindindo o contrato, você tem que DEVOLVER o cartão de vigilante à empresa, e após dez dias ela entrega o cartão à PSP. A PSP por sua vez irá enviar o cartão à empresa nova de vigilância na qual você se empregou.

Eu pessoalmente discordo disso e acho uma PALHAÇADA.

1) O cartão é pago por nós, 20 euros, e ele deixa de ser nosso e passa a estar sempre vinculado à empresa em que trabalhamos? Então eles que paguem os malditos vinte euros!!!

2) A PSP devolve  o cartão à nossa entidade Patronal quando? Após quantos anos?
Eu recordo-me uma vez que fiquei QUATRO ANOS à espera que esses caramelos me enviasse o cartão pelo correio, e muitos vigilantes estão na mesma situação.




Nos tempos de hoje, temos "sorte" se a nossa empresa der formação nas suas instalações gratuitamente (as despesas de deslocações, alimentação, viagens, são por nossa conta), e porque dizemos que é uma "sorte"? 
Porque a maioria de empresas já nem querem dar formação aos vigilantes, ordenam-lhe que vá pelo seu próprio meio a um centro de formação gastar 200 ou 300 euros num curso, caso contrário rescindem-lhe o contrato de trabalho com "justa causa".


As próprias formações, a duração dos cursos e as matérias, já nem são decididas pela empresa de vigilância, quem decide isso é o M.A.I,  Lei 34/2013 de 16 de Maio, AQUI.


Vejam:


Artigo 25.º

Formação profissional

1 — A formação profissional do pessoal de segurança privada compreende:

a) A formação inicial de qualificação;
b) A formação de actualização;
c) A formação complementar.

2 — A formação profissional deve integrar uma componente teórica e uma componente prática a desenvolver em contexto de formação, sem prejuízo de uma componente complementar em contexto real de trabalho.

3 — Os conteúdos, a duração dos cursos, bem como as qualificações profissionais mínimas do corpo docente, são definidos por portaria do membro do Governo responsável pela área da administração interna.


4 — Qualquer publicidade no âmbito da formação de segurança privada contém obrigatoriamente a designação comercial da entidade formadora e o número da respectiva autorização.




Só é pena o M.A.I não criar nenhuma regra para pensar no bem-estar dos vigilantes, por exemplo definir que as empresas deveriam AJUDAR o vigilante a pagar os custos resultantes das formações (deslocações, alimentação, estadia em pensões, cartão MAI, etc)





PESQUISA

LISTA DE EMPRESAS


Existem cerca de 100 empresas legalizadas em Portugal no sector da vigilância (apenas uma estimativa oficialmente conhecida), algumas podem não ser conhecidas ou estar ainda em processo de obter alvará.
Não encontrei nenhuma lista com todas as empresas, os nomes que aqui divulgo a título de curiosidade são nomes que fui encontrando em notícias na internet e jornais.
Não pretendo fazer publicidade alguma, apenas divulgar a título de curiosidade o nome das empresas activas em Portugal.


As mais conhecidas em Portugal e mais fortes:

Grupo 8 (Lisboa)
2045 (Malveira)
Securitas (a Securitas é internacional, em 1934 o Sueco Erik Philip-Sörensen criou a "Hälsingborgs Nattvakt" , em 1949 na Suécia foi criada a Securitas Alarm).
Prosegur (Criada pelo Espanhol Herberto Gut, a Empresa já é multinacional : com mais de 400 filiais no mundo, 150.000 vigilantes).



Nome de empresa  /  Sede principal

Arko security   (Miraflores, Lisboa)
Anthea    (Lisboa)
ANER S.A   (Viseu)
C3S        (Lisboa)
Cerbere (Corroios, Seixal)
Charon    (Lisboa)
CLSP segurança unipessoal lda  (Almada)
Comansegur    (Oliveira de Azeméis, Aveiro)
Cosmos  (Sintra)
CSP  (Lisboa)
Esegur (do grupo espírito santo)
Eurovigia  ( Telheiras, Lisboa)
Falcon sentinel  (Sintra)
Fénix intersegur  (Lisboa)
Fir segurança   (Mirandela)
GIS segurança    ( V.N de Gaia)
Gália (foi adquirida pela 2045).
G Protect    (Barcelos)
GOS, grupo operacional de segurança  (Lisboa)
ICTS   (Lisboa)
Kripton security  (Faro)
Lexsegur  (Leiria)
LB segurança privada (Alcabideche)
Loomis - Transporte de valores   (Linda-a-Velha)
MW work Security  (Alfragide)
Os Linces  (Setúbal)
PSG    (Estoril)
Prestibel   (Lisboa)
Prestipal  (Palmela, Setúbal)
Presença 24  (Leiria)
Protevip's (Queluz , Lisboa)
Provise
Power shield (Lisboa)
PK segur  (Lisboa)
Ronsegur   (Santa Maria da Feira)
Safe Segur  ( V.N de Gaia)
Segoper
Segurvez   (Arcos de Valdevez, Viana do Castelo)
Segurança 6    (Mem Martins)
SMA segurança privada   (Maia, Porto)
Strong     (Amadora, Lisboa)
SOV      (Amadora, Lisboa)
Spv
Vertical segurança privada  (Braga)
V protec ( Queijas, Lisboa)
Vigiexpert  (Lisboa)
Viprese  (Lisboa)



Se conhecer algum outro nome que não conste nesta lista, deixe um comentário, são cerca de 100 empresas e não sabemos o nome de todas :)



Lucros:


Segundo as análises e comparações que fiz entre os dados das empresas e contratos, as grandes empresas como «2045» e «Grupo 8» estão a perder terreno relativamente às empresas
Prestibel existe desde 1985 e é a empresa que mais Lucra (quase 3 vezes mais que a Grupo8 e 4 vezes mais que a 2045)
































Prestibel  lucros :  105 milhões  (619 contratos).
Strong lucros:  39,7 milhões (286 contratos)
Grupo 8 lucros :  37 milhões (271 contratos)
Ronsegur lucros: 31 Milhões  (236 contratos)
2045 lucros       : 25 milhões (319 contratos)
Comansegur lucros :  19 milhões


Nota: Fiz comparação apenas de empresas Portuguesas (a Securitas e Prosegur são multinacionais e têm contratos e lucros noutros Países).

A Arko security é Nacional, mas tem actividades e contratos lá fora: Angola, Moçambique, América Latina, Espanha, e lucros de 285 milhões, mas não contabilizei para esta lista pois fiz uma comparação apenas das empresas com actividade só em Portugal e contratos em Portugal com vigilantes portugueses.



































A Ronsegur, só este ano (2016) já vai com contratos no valor de  1.326028 euros ( 1 milhão, 326 mil e 28 euros), e ainda estamos no início do ano!

































































fonte: publicos.pt


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24 comentários:

  1. Tudo comedores inclusivé o sindicato STAD se fossem funcionarios publicos tudo era diferente...Só tenho a agradecer ao STAD que conheço muito bem o seu excelente trabalho... digo o nojo do seu trabalho que faz. Obrigado a todas as empresas de vigilância pela escravatura

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  2. ladrões todos icluindo os sindicatos todos juntos

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  3. Junto outro nome de empresa à lista: ANER, S.A., com sede em Viseu

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  4. Obrigado pela sugestão... abraço

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  5. Mais dois nomes,COPS e Ongard para juntar na lista.

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  6. https://lookaside.fbsbx.com/file/empresas_alvara.pdf?token=AWxofAm2VUHJKfeBkdK1v6jJWEEFJTS2lA9KCcBZ8SuicTmTDw58LaeiS8zh75Jn5gYEGq5fdWggNMDqfRqH-zs3IAUkIwTPVEmc_xkKuhQpzlcZCd9wbctreC0HHtM6wvVWdHr2wFRmTVL1kvGGgqGc9kDvgYuY2GHWDusogP7j8Q

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  7. A Vprotec nao paga as horas extras faz 5 meses,nas quais inclui o subsidio noturno e feriados,tem feito o pagamento do subsidio noturno,no cartao de refeicao. nao recomendo a ninguem,pedimos informaçoes á entidade patronal e simplesmente mantem-se em silencio para quem ainda mantem a empresa de pé. no entanto carros novos tds os anos isso nao falta.

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  8. as empresas de segurança são todas filhas da puta estive 7 anos a trabalhar para uma a fazer 192 horas por mês quem me vai pagar esses 7 anos e as horas que fiz a mais é para o filho da puta do patrão ir passar ferias mais a família á grande e a minha custa. palhaço de merda.

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  9. Vms leiria e a mw work security foi conprada pela prosegur

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  10. E a falcon sentinel ja não existe. Lb segurança privada a 365 de leiria e a freesegur de Gaia

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  11. A Vprotec está a roubar desde o seu inicio, Pedro Caixado agora anda de porche panamera e apenas paga ordenado base e subs.de refeição a que faz turnos de 12 horas 260 horas mensais, este ano de 2016 está a ser negro para quem trabalha na Vprotec e tem centenas de horas (extras pagas a hora normal) entre horas nocturnas e feriados, férias fardamento e formações são descontadas no vencimento do vigilante... que vigaristas que esta empresa é! faço 260 horas e deve-me centenas de horas desde o inicio de 2016 que não me quer as pagar!

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  12. A ongard é de confiança?

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  13. HF segur com sede em Braga e a Lider segurança na Maia para juntar na lista

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  14. Vigiquinta, na Quinta do Lago, Algarve....

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  15. FGB Segur (Linda-a-Velha)

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  16. HF segurança privada, Braga

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  17. Eurovigia em Telheiras,Lisboa foi vendida há muito ao Grupo 8 pelo que soube.Ficaram-me a dever bastante dinheiro e a outros colegas!

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  18. A ronsegur obriga a pagar fardas no valor de 270€ e nos primeiros 6 meses a fazer 220 horas para ter o ordenado mínimo nacional. Tenho pena que o stad não veja isso é tive colegas da referida empresa que levaram o advogado a referida empresa e não o autorizaram a entrada nas instalações da referida empresa

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  19. Aner sa é a pior de todas . Até a pessoal a fazer 16 horas seguidas depois não pagam as horas extras e ainda né se dignam a atender o telefone ausência funcionários que reclamam

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  20. existe também a XILINGUARD que pertence a PRESTIBEL

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  21. Mais 2 nomes para juntar. Ellite e Especial 1.

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  22. Temos uma de seu nome COPS não paga a horas despede quando apresentamos licença de paternidade não paga as respectivas horas extras e por aí fora para finalizar somos despedidos sem direito a nada

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  23. A MW abriu insolvência, já não existe.

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